Artigos do Pe. Léo Persch
1 Visitante | 19/12/2014 13:08
 
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Esclarecimentos do Pe. Léo Persch: A Vinda Gloriosa de Jesus

CAPÍTULO I

INTRODUÇÃO
Uma promessa adiada - e por quê?

“Vereis o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu, com grande poder e majestade” (Mt 24,30; 26,64; Mc 24,26;14,62; Lc 25,27; Dn 7,12-13; etc.). Eis que ele vem com as nuvens. Todos os olhos o verão, inclusive aqueles que o transpassaram (Ap. 1,7). Ele vem com todos os anjos e santos (Zc 14,7; Mt 16,27-28; Mc 8,38-39; Lc 9,26-27; etc). As nuvens de que a Bíblia fala são os anjos e santos, que formam o cortejo glorioso de Jesus, não só por ocasião da ascensão de Jesus ao céu, (Atos 1,9-11; Zc 13,5; Mt 16,28; Mc 8,39), mas também, e principalmente, na Sua vinda gloriosa.

A primeira vinda de Jesus ao mundo, há mais de dois mil anos, também foi saudada por uma milícia de coros de anjos cantando (Lc 2,13-14). Ele veio como Cordeiro de Deus: imolado, ressuscitado e glorificado à direita de Deus Pai. Esta vinda aconteceu na “primeira Plenitude dos tempos” (Gl 4,4). A vinda gloriosa, do novo céu para a nova terra, será a “segunda Plenitude dos tempos” (Ef 1,9-10), ou também “Fim dois tempos” (Is 2,2 ...e mais dezenas de vezes na Bíblia). Não será o fim do mundo, mas a nova criação do mundo, ou ainda, o oitavo dia da criação, que sucede ao término do sétimo dia da criação, no qual ainda estamos, mas que, agora, está chegando ao fim.

Nas últimas cinco décadas do século passado, o fim dos tempos foi solenemente aclamado pelo céu e pela terra.
Conforme a Bíblia, o céu e a terra serão completamente renovados mediante uma nova criação. Literalmente, é o oitavo dia da criação. Eis que o sétimo dia da Criação, que Deus confiou ao cuidado dos homens, está chegando ao fim (Gn 1,26-30). Enquanto isso, Deus descansou (Gn 2,1-4). No oitavo dia da Criação, novamente, “o governo de nosso Senhor e de seu Cristo se estabelece sobre o mundo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Ap 11,15). Deus, Emanuel, habitará com seu povo – assim na terra, como no céu – e fará novas todas as coisas. Todos os males, e a própria morte, serão suprimidos para sempre (Ap 21,1-8). Tudo isso foi anunciado pelos antigos profetas, salmos e o novo testamento.
Nas últimas 3 (três) décadas, a partir de 1970, tudo isso foi anunciado para acontecer no ano 2000. A expectativa era grande em todo o mundo, com alegria e temor. Mas nada aconteceu. O que houve, afinal, em toda essa história? É que a condição anunciada não foi cumprida.

Realmente, o céu queria antecipar a nova criação, com o triunfo definitivo do mundo cristão, no ano 2000, em vez da celebração do grande Jubileu bimilenar. E, ao mesmo tempo, queria testar a fé da Igreja cristã, que fraquejou.
Neste sentido delegou à Igreja uma condição fundamental, mas que a hierarquia desprezou, isto é, não quis assumir.
É um lamentável sintoma da crescente apostasia anunciada desde os antigos profetas para o fim dos tempos: a decadência da fé e dos costumes. Basta ler, na segunda carta a Timóteo, todo o capítulo terceiro, e o quarto até o versículo 8. Semelhante profecia está em 2Tes 2,1-12. “No fim dos tempos os homens não mais suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas paixões... e novidades... afastam-se da verdade para acreditar em fábulas” (2 Timóteo, 4,3-4). E em muitos outros nos profetas e salmos.
A seguir, apresentamos as confirmações de tudo o que foi dito até aqui.
A respeito da Parusía e da nova Criação, apresentamos as revelações carismáticas mais conhecidas nas últimas décadas do século XX (1950 até 2000).

I – A CRUZ DE DOZULÊ

Num pequeno aglomerado de construções do noroeste da França, próximo das cidades Bayeux e Caen, de Lisieux e do Porto de Havre, sobre uma aprazível colina, encontra-se a cidadela de Dozulê.

Uma professora do lugar, Madalena Aumont, nos últimos anos do seu magistério, se afastou da prática religiosa. Sua mãe, muito fervorosa, convenceu a filha a converter-se. Voltou a receber os sacramentos da confissão e da eucaristia, com uma fé plenamente renovada. No dia 28 de março de 1970, dia de cumprir o preceito pascal da eucaristia, teve sensações estranhas no corpo e no espírito, que a fez exclamar como S.Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Jesus que vive em mim”. Durante dois anos este sentimento cresceu cada vez mais. No dia 28 de março de 1972 ouviu pela primeira vez a voz de Jesus, um pouco em latim, o resto em francês. Sem saber nada de latim, teve que pedir a tradução – e a correção da escrita ao pároco Padre L. Horset. As primeiras seis aparições, durante dois anos, eram sobre a cruz. A partir de 1974 até 1978, as aparições eram mais freqüentes – totalizando 49 aparições, cheias de mensagens mescladas com textos em latim, que o pároco corrigia a redação latina e fazia a tradução destes textos bíblicos e litúrgicos.

O tema central era a cruz e a redenção do mundo. Tudo o mais era interpretação das profecias bíblicas sobre o fim dos tempos, a nova evangelização de todos os povos, em preparação para a vinda gloriosa de Cristo, bem como a grande tribulação, as trevas e a nova criação. Finalmente o segundo Pentecostes (Joel 3,1-5), o julgamento das nações e o reino de Deus com os eleitos.

O mais importante, porém, que JESUS tratou nas mensagens era o erguimento de uma enorme Cruz na colina de Dozulê. A história dessa cruz já passou dos trinta anos de duração. Mas sua construção pertence ao futuro, conforme veremos. As mensagens à respeito de sua construção ainda estão em órbita, estreitamente vinculadas com a Parusía, a vinda gloriosa, o novo céu e a nova terra. Tudo acontecerá conforme a Igreja canta em todo mundo, numa inspirada canção, proclamando em toda parte: Vitória, tu reinarás – Ó Cruz, tu nos salvarás – Brilhando sobre o mundo...

Foi em 1974 que Jesus começou a falar sobre a grande Cruz, que os bispos, com arquitetos e engenheiros, são chamados a erigir com a mesma altura do Calvário sobre o nível do mar; isto é, com a altura de 738 m, os braços com 123 m. Engenheiros confirmaram que a tecnologia já permite tal construção – mas o(s) bispo(s) tiraram o corpo fora. Não só isso. Em fins de 1983 o Papa João Paulo II foi informado sobre as aparições e o conteúdo das mensagens. Ordenou que uma comissão científico-tecnológica fizesse um completo inquérito canônico a respeito – o que nada foi feito. Cem anos antes – em La-Salete – as aparições também foram rejeitadas pelos bispos franceses, embora fossem reconhecidas pelos papas – o beatificado Pio IX e Leão XIII. A única exceção foi o bispo do lugar, em Grenoble – que oficialmente as reconheceu.

E o que Jesus falou de 1974 à 1978 para Madalena? Que o jubileu do ano 1975 vai ser o último da História da Igreja. Como cada Jubileu, ele durará 25 anos, isto é, até 1999, quando a história (sétimo dia da criação) chegará ao fim. Fim dos tempos. Os homens – com os bispos – terão 25 anos de prazo para erguer a Cruz gloriosa em Dozulê. Na medida em que constroem, disse Jesus – “Eu atrairei a mim todas as coisas” (cf Jô 12,32).

“Todas as coisas”. Essa solene promessa Jesus fez na Quarta-feira da semana santa (dois dias antes de Sua morte na Cruz), quando um grupo de gregos pediu para ver Jesus. Refere-se a toda a criação, isto é: terras, águas, ares, animais e plantas, e acima de tudo as primícias da criação – a humanidade toda. Em resumo, toda a criação significa: Os reinos mineral,vegetal e animal, mas acima de tudo, todo o reino espiritual, a humanidade inteira.

Em vez de Jubileu, no ano santo de dois mil será festejado o novo céu e a nova terra – a nova criação, e o Reino de Deus, com os eleitos em todo o mundo. Todos os homens serão santos – alguns mais, outros menos, isto é, na medida do empenho de cada um. “Aspirai ao Homem novo, criado à imagem de Deus, em justiça e santidade” (Ef 4,24), como Paulo predisse ao falar sobre a nova Terra e a humanidade.

Após receber as 49 mensagens – a partir de 1979 – Madalena consagrou sua vida, de corpo e alma, inteiramente a Deus. Aguardou, pacientemente, que o Bispo do lugar e os bispos em geral, juntamente com engenheiros e arquitetos, iniciassem a construção da cruz gloriosa. Mas nada aconteceu.

O Bispo do lugar – em Bayeux e Caen – do início até o fim das mensagens, ordenou ao Padre L’Horset, pároco de Dozulê, que entregasse sempre todas as mensagens, de 1972 à 1978 – Somente foram devolvidas para Dozulê em 1982, quando começou a divulgação, isto é, 10 anos depois do início das aparições.

Entrementes, a vidente Madalena continuou a fazer a divulgação. Nessa tarefa ela teve o apoio do pároco e das irmãs religiosas do lugar, que davam o seu testemunho: durante as mensagens elas não ouviam nada, mas viram a luminosidade que brilhava do tabernáculo, durante todo tempo em que a vidente permanecia em êxtase, na capela. Durante vários anos, Madalena administrava o ensino religioso na escola do lugar e preparava os alunos para os sacramentos da eucaristia e confissão.

Até 1988, Madalena era a única vidente e confidente a respeito do erguimento da enorme Cruz gloriosa. Mas, a partir daquele ano, começou um capítulo novo a respeito da construção da Cruz de Dozulê. Enquanto isso, a humanidade se mantinha em estado de apatia quanto ao projeto desse grandioso monumento, pelo qual a salvação veio a este mundo.
Todavia, um projeto preparado por Deus é irrevogável. Por isto, Jesus sentenciou: Já que a Igreja se eximiu de executar a tarefa da construção, o próprio Jesus vai erguer a Cruz gloriosa naquele mesmo lugar, antes da sua vinda gloriosa. Ela, a Cruz sobre a terra, será a réplica fiel daquela que aparecerá no céu: o sinal do Filho do Homem – Jesus – quando se converterão todos os povos da terra. (Mt 24,30). Segundo afirma a vidente Santa Justina, durante a manifestação da Cruz gloriosa no céu, apagar-se-ão todas as luzes na terra e no firmamento: sol, lua e estrelas. A cruz do céu iluminará toda a terra e o céu.

Para Deus – Criador de todas as coisas – nada é impossível (Lc 1,37). Numa visão, João apóstolo escreve: Vi descer do céu, de junto de Deus, a cidade santa, a nova Jerusalém... o tabernáculo de Deus no meio dos homens (Ap 21,2-4) Da mesma forma, virá do céu a Cruz de Dozulê, no lugar que Jesus indicou. Será um marco monumental da nova criação. Embora esteja muito afastada da nova Jerusalém, será um adorno emblemático na completa renovação da face da terra (Sl 103,3).

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